Henrique Vaz
Morreu o Henrique, meu colega na FPCEUP. Não me lembro da última vez que o vi. Um dia, alguém me disse que estava a lutar contra um cancro no pâncreas. Fiquei apreensivo e hesitei sobre o que deveria fazer. Enviei-lhe um e-mail e como resposta recebi um texto que, solicitava-me ele, gostaria que eu lesse e comentasse. Assim o fiz. Em boa hora o fiz porque isso permitiu-nos manter, durante algum tempo, um diálogo interessantíssimo sobre o que seria, se a morte não se intrometesse, a lição que ele estava a preparar no âmbito das suas provas de agregação. Morreu um homem justo e criterioso, inquieto, crítico e aberto. Um homem que pertence ao número daqueles que partiram antes do tempo.

