O leito de Procusto
Procusto era um bandido que gostava de oferecer jantares, em sua casa, para viajantes que por ali passassem. Quando terminavam a refeição, convidava-os, então, a descansarem no seu próprio leito, uma cama de ferro cujas dimensões correspondiam às dimensões do próprio Procusto. Mal estes adormecessem, amarrava-os e iniciava um ritual horrendo, cortando os pés ou a cabeça daqueles que excedessem o tamanho da cama ou, caso fossem mais baixos, aplicando-lhes o método do estiramento, a fim de que a cabeça da vítima tocasse na cabeceira e, simultaneamente, os seus pés tocassem no lado oposto.
Ouvi esta história da boca do Matias Alves que a tem utilizado para nos perguntar se a Escola não passa de um leito de Procusto, quando adota o princípio de ensinar tudo a todos como se de um só se tratasse, à custa de dolorosas e inadmissíveis torturas.

