O MEM como esteio de uma escola democrática e inclusiva
No próximo sábado dia 20 de junho de 2026, às 10 h., terá lugar mais um «Sábado Pedagógico», do Núcleo Regional do Porto do Movimento da Escola Moderna Portuguesa (MEM). Como tem sido habitual, também eu estarei presente como uma comunicação intitulada: «O MEM como esteio de uma Escola Democrática e inclusiva» que exprime o meu modo de contribuir para a celebração dos 60 anos deste movimento.
Foi em 1966 que tudo começou com a constituição do Grupo de Trabalho de Promoção Pedagógica, do qual faziam parte Sérgio Niza, Isabel Pereira e Rosalina Gomes de Almeida, no âmbito de um dos cursos de Aperfeiçoamento Profissional, coordenado por Rui Grácio, no Sindicato Nacional de Professores. 10 anos depois, já em 1976, faz este ano 50 anos, o Movimento da Escola Moderna Portuguesa é formalmente registado como uma associação pedagógica de professores.
É sobre a história do MEM que irei falar, aproveitando o facto de, também este ano, ter sido publicado um livro, o «Esteios» (Trindade, Lopes, Ferreira & Pinto, 2025), onde se homenageiam mulheres e homens que, por via das suas obras e reflexões, contribuíram para a democratização do sistema educativo português.
Nesse livro apresentam-se 82 biografias breves de gente proveniente dos mais diversos campos de atuação e áreas do sabe que foram designados como “esteios” porque sem eles a nossa vida pessoal e coletiva teria sido certamente diferente. Daí que mais do que um exercício para a construção de uma memória futura, o que se produziu foi um exercício de justiça histórica através do qual celebramos as vidas daquelas e daqueles que nos mostraram que é possível e necessário viver num mundo e numa escola mais democráticos.
Foi através desse livro que me deparei com o facto do MEM se encontrar representado no mesmo através de catorze biografias. Umas que têm a ver com figuras de referência do movimento, outras que dizem respeito a pessoas que foram companheiros de jornada do movimento e outras, ainda, que são as biografias de associadas do movimento, as quais contribuíram que este exista da forma como existe.
O que se conclui é que o MEM, só por si, constitui um esteio que 60 anos depois da sua criação merece e tem de ser celebrado, enquanto movimento pedagógico que detém, e uso as palavras de António Nóvoa para o dizer, um dos mais importantes capitais “de ‘reflexão na prática e sobre a prática’ disponível no sistema educativo” português.
Sendo a entrada livre, sintam-se convidados para aparecer na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto no próximo sábado, 20 de junho de 2026, às 10 h.
Referências bibliográficas
Trindade, Rui; Lopes, Amélia; Ferreira, Daniela; Pinto, Daniela (2025). Esteios. Porto: UPorto Press

